terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Hospital Infantil atende os disléxicos


Saúde
Hospital Infantil atende os disléxicos
Crianças que sofrem da doença precisam de um auxílio especializado

Os profissionais do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, alertam sobre a necessidade de se oferecer um auxílio especializado para as crianças disléxicas.A desordem orgânica no processo de aquisição da leitura e da escrita dificulta a aprendizagem, fazendo com que este público represente 60% dos casos atendidos pelo Ambulatório de Dificuldades de Aprendizagem da instituição. O alerta marca o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, lembrado neste domingo.Segundo a psicopedagoga e coordenadora do ambulatório, Lucimara Maia, a maior parte das crianças disléxicas e repetentes na escola não recebe ajuda especializada e, por isso, acaba desenvolvendo hiperatividade e desatenção. Para ela, a participação dos pais é fundamental na melhoria do desempenho dos filhos na escola.- Normalmente, o desinteresse pelos estudos provoca a reprovação, e as crianças não deveriam encarar isso como um fracasso. Precisamos oferecer meios para que entendam que é a possibilidade de trilhar uma nova caminhada, tendo os pais e a escola como parceiros - explicou.O conceito de dislexia existe há mais de 100 anos, e é tão amplo quanto curioso, já que pacientes reconhecidamente inteligentes podem apresentar dificuldades específicas de linguagem.Pacientes externam as dificuldades cotidianasPara Fábio Luczynski, autor do livro e do site Dislexia, a doença é uma dificuldade específica de aprendizado da Linguagem: em Leitura, Soletração, Escrita, em Linguagem Expressiva ou Receptiva, em Razão e Cálculo Matemáticos, Linguagem Corporal e Social.Em alusão ao Dia Nacional de Atenção à Dislexia, os responsáveis pelo ambulatório solicitaram aos pacientes que elaborassem redações sobre o tema, como forma de externar seus sentimentos acerca das dificuldades que experimentam.